segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Policiais militares e comunidade se unem para campanha de doação de sangue em todo o Paraná

Henrique Giacometti
Jornalista PMPR

O Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) iniciou nesta segunda-feira (15/08) a campanha “Escolar Sangue Bom”, na qual policiais militares da unidade e a comunidade escolar uniram-se para doar sangue. A ação acontece em todo o estado e visa comemorar o aniversário de 162 anos da Polícia Militar. Nesta data os militares estaduais, professores, diretores e a comunidade compareceram na sede do Hemepar (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná), em Curitiba (PR). 



“O Comando-Geral da Polícia Militar tem buscado junto a tropa o incentivo da doação de sangue, não só naqueles momentos de necessidade. Baseado nisso e em comemoração aos 162 anos da corporação resolvemos buscar novos parceiros, por isso levamos a ideia para dentro da comunidade escolar, para que pudéssemos conscientizar não só nossos policiais, mas também os alunos, professores, diretores, pais e alunos”, explica o Comandante do BPEC, tenente-coronel Ronaldo de Abreu.

Segundo o diretor do Hemepar, Paulo Roberto Hatschbach, a parceria com a Polícia Militar é muito boa. “É necessário fazer a conscientização nas escolas, para mostrar aos jovens a importância da doação de sangue e que através delas podemos salvar muitas vidas”, disse. Paulo também destacou a iniciativa da PM em fazer unir esforços para ajudar o próximo.

Para Débora Queiroz, Coordenadora de equipe Pedagógica do Núcleo Regional de Educação, a iniciativa do BPEC foi aceita e abraçada com todo carinho pelos professores. “Buscamos parceiros para estarem presentes nesse dia e também em todo o mês de agosto. Os educadores acreditam que vão contribuir e ajudar quem precisa. Queremos dar o exemplo por meio de atitudes”, afirma.

“Fiquei sabendo da campanha pelo núcleo e resolvi colaborar. É uma boa ação e é disso que estamos precisando, ensinar nossos jovens a seguir pelo caminho da caridade. Nunca é demais participar de atividades com este intuito de ajudar o próximo, pois só agrega a todos. Precisamos quebrar paradigmas, principalmente entre a Polícia Militar e os professores. Temos que mostrar que estamos no mesmo patamar e queremos uma sociedade melhor”, destaca Luis Fernando Merbold, diretor auxiliar do Colégio Estadual Moradias Monteiro Lobato.

De acordo com o tenente Reinaldo Anderson Alves Machado, que fez questão de participar da campanha, a atividade tem dois pontos importantes: contribuir com a vida de outras pessoas e ajudar na conscientização da comunidade para fazer a doação de sangue. “Esta simples doação vai ajudar até quatro pessoas, por isso precisamos trazer uma reflexão para este assunto e fazer com que a população entenda o quão importante é fazer algo pelo próximo”, ressaltou.

DOAÇÃO – Para ser um doador é preciso estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 67 anos, pesar no mínimo 50 Kg, estar descansado e alimentado no dia da coleta e apresentar documento oficial com foto. São impedidos de fazer a doação pessoas resfriadas ou com gripe, diarreia, durante a gravidez (90 dias após o parto normal e 180 dias após a cesariana) e a amamentação, pessoas que ingeriram bebida alcoólica nas 12 horas antecedentes, tatuagens e piercing feitos nos últimos 12 meses, tratamento dentário (de um a sete dias) e situações nas quais houve maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, dentre outras a serem avaliadas.

Estão impedidas definitivamente de fazer doação pessoas com hepatite viral após os dez anos de idade, diabetes insulinodependente, epilepsia ou convulsão, hanseníase, doença renal crônica, antecedentes de neoplasias (câncer) e de acidentes vascular cerebral (derrame), além de pessoas com evidências clínica ou laboratorial de doenças transmissíveis pelo sangue (hepatites B e C, AIDS, doenças associadas ao HTLV/II e doenças de chagas). 

Para os interessados em fazer uma doação de sangue é só de dirigir até o Centro Hematologia Hemoterapia do Estado do Paraná (Hemepar), na rua Travessa João Prosdócimo, no Alto da Rua XV, em Curitiba (PR), de segunda a sexta das 7h30 às 18h30 e aos sábados das 8h às 18h. O cadastro de doadores de medula óssea pode ser feito no mesmo endereço e horário, os que já possuem cadastro precisam atualizá-lo no site da Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea.

Segundo a Hemepar todo doador é cadastrado no sistema e recebe um questionário para responder, em seguida é feita uma triagem clínica para ser avaliado se a pessoa preenche os requisitos para a doação de sangue, além de uma triagem hematológica para verificar se o candidato não tem anemia. Após isso, caso os resultados autorizem a doação, é feita uma coleta de aproximadamente 450 ml de sangue. Assim que a coleta é feita o doador é encaminhado a uma sala de lanche onde deve permanecer no local por pelo menos 15 minutos, sendo que todo o processo dura em torno de 40 minutos.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

CCB 12/07/2016 Instrução no Pico Paraná

Arli Fernandes
Nesta segunda feira (11), bombeiros do Grupo de Operações de Socorro Tático, através da Seção de Operações Terrestres e disciplina de Busca Terrestre, em conjunto com o Curso de Formação de Soldados Bombeiros Militares do Centro de Ensino e Instrução, iniciou as atividades práticas da disciplina.

Foi realizada a primeira de cinco subidas ao Pico Paraná com os alunos do pelotão E do CFSd 2016 do CEI com o objetivo de realizar reconhecimento da trilha que leva ao ponto culminante da região Sul brasileira, instruir os alunos sobre boas práticas na atividade de montanha, identificar e evidenciar pontos de atenção para futuras operações de busca e resgate em montanha, bem como, realizar mutirão de limpeza da trilha.

As próximas subidas do CFSd estão programadas para os dias 19, 21, 26 e 28 deste mês, podendo ocorrer alterações de acordo com as mudanças climáticas desfavoráveis, visando a segurança dos alunos e a preservação da trilha.

Durante a instrução os alunos também estão auxiliando o "pedrágio" que vem ocorrendo na área do Parque Estadual do Pico Paraná, levando pedras e outros itens para os depósitos já determinados, os quais serão utilizados para o manejo, manutenção e recuperação das trilhas do parque.

As instruções estão sendo coordenadas pelo 2º Ten. QOBM Luiz Henrique Vojciechovski, comandante da Seção de Operações Terrestres do Grupo de Operações de Socorro Tático e instrutor da disciplina de Busca Terrestre do CFSd, juntamente com a equipe de instrutores adjuntos.
Fonte: 2º Ten. QOBM Luiz Henrique Vojciechovski


Depen 14/07/2016 Iniciativa privada oferece oportunidades de trabalho a detentos de Maringá

Arli Fernandes
Detentos da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) terão a oportunidade de reinserção no mercado de trabalho. As vagas – para trabalho em um frigorífico e para produção de material de leitura para pessoas com deficiência visual – são resultado de convênio firmado entre o Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen) e empresas.

Pela primeira parceria, detentos que atualmente cumprem o regime semiaberto poderão ocupar 20 vagas em um frigorífico da cidade de Paiçandu, região noroeste do Estado, nas áreas de produção, manutenção e limpeza. Além de aumentar as chances de voltar a ser inserido no mercado de trabalho, a tarefa diminui o tempo total de pena a ser cumprido. 

“A oportunidade de trabalho, quando bem aproveitada pelo sentenciado, muda completamente a vida dele e de todos aqueles a sua volta. É importante que seja disponibilizado trabalho e estudo para que o índice de reincidência seja diminuído. Já o empresário que disponibiliza esse tipo de oportunidade colabora diretamente com o processo ressocializatório e, consequentemente, com a sociedade como um todo”, opina o diretor da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM), Rafael Kawanishi.

PROJETO SOCIAL – A proposta de elaboração de materiais de estudo e leitura para pessoas com deficiência visual, pelo projeto “Visão de Liberdade”, é outro que está sendo ampliado na Colônia Penal Industrial de Maringá. 

Foram escolhidos detentos que já iniciaram esse projeto na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM). Em torno de dez a 15 detentos vão elaborar material em braile, como a digitação e a gravação de audiolivro. A cada três dias de trabalho, é diminuído um dia da pena total do detento.

O diretor da unidade prisional ressalta que há, também, o reconhecimento de cunho social. “Os deficientes visuais vão até a CPIM para receber os livros, não só para retirarem o material, mas também parar conversa com os detentos que fizeram a produção. Isso faz com que eles sintam que estão fazendo o bem ao próximo”, diz ele.

O sprojetos são apoiados pelo Conselho Comunitário de Segurança, que fornece mobílias, iluminações e computadores.

CONSCIENTIZAÇÃO – Paralelamente às oportunidades de trabalho, na unidade prisional ocorrem palestras de conscientização aos detentos. No início deste mês de julho foi a vez do Comitê Municipal de Políticas sobre Drogas de Maringá (Comad) organizar um encontro que contou com a participação de 90 detentos e servidores.

Foram três palestras com profissionais de diversas áreas, debatendo questões como autoestima e os malefícios causados pelo uso de substâncias entorpecentes. “Eventos como este procuram demonstrar ao sentenciado que suas vidas durante e, principalmente, após o cárcere, podem ser diferentes. Que apesar dos erros cometidos, todos podem ter uma segunda chance desde que estejam dispostos a aceitar o desafio”, acredita o vice-diretor da unidade, Paulo Rafael Marques.

Polícia Civil - Destaques 14/07/2016 GOA realiza mapeamento de repressão a crimes contra o patrimônio

Arli Fernandes
Policiais civis do Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil do Paraná (GOA/PCPR) realizaram na tarde desta quinta-feira (14), levantamentos aéreos visando mapear locais estratégicos de repressão a crimes contra o patrimônio, em Curitiba e Região Metropolitana com o objetivo de auxiliar os trabalhos das delegacias especializadas da capital.

Segundo o coordenador do GOA, Renato Coelho de Jesus, esse serviço passará a ser constante pela equipe para auxiliar as demais unidades de polícia judiciária. “Além de ajudar a mapear e identificar locais suspeitos, vamos auxiliar nos apoios diários às ocorrências policiais”, ressalta o coordenador.

O delegado-titular da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), Miguel Stadler, afirma que é fundamental o apoio do GOA nas atividades de inteligência e repressão aos crimes patrimoniais. “Com a utilização da aeronave é possível localizar desmanches de veículos na cidade de Curitiba e Região Metropolitana, bem como, identificar as principais rotas de fuga de autores de crime, pontuar regiões prioritárias de repressão e todo tipo de informação e levantamento de interesse da Instituição”, disse Stadler.

“Com eles podemos dar uma resposta mais rápida nas buscas de veículos subtraídos, levantamentos de pontos de desmanche mais afastados, além de locais mais ermos”, lembra o delegado-titular da delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), Wagner Holtz, que considera fundamental o apoio do Grupamento Aéreo da Polícia Civil para agilizar o trabalho policial. 

SOBRE O GOA - O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) está sediado no Aeroporto do Bacacheri, Hangar 25, junto a Divisão de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal. O acionamento da aeronave será através do Centro de Operações Policiais – CEPOL ou através dos telefones (41) 3356-6825 e (41) 3356-9780, de segunda a sexta, horário das 08h30min às 18h, e aos finais de semana, através de sobreaviso via CEPOL.

Entre tripulantes e pilotos, dez policiais civis integram a unidade especializada. O treinamento dos agentes do GOA incluiu preparação para funções operacionais e também de socorro e eventual necessidade de rapel realizado a partir do helicóptero. Eles foram formados pelas polícias civis do Distrito Federal (DF) e de Santa Catarina (SC), além da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

terça-feira, 28 de junho de 2016

Megatraficante internacional é preso em Foz do Iguaçu

Arli Fernandes

Um dos traficantes mais procurados pela Interpol, pelas polícias do Paraguai, da Argentina e dos Estados Unidos foi preso em um apartamento na cidade de Foz do Iguaçu, na manhã deste domingo (19), em ação conjunta entre a Polícia Civil de Foz do Iguaçu e autoridades do Paraguai. O argentino Ibar Esteban Pérez Corradi, de 38 anos, é suspeito de organizar o tráfico de drogas para o criminoso mexicano Joaquín Guzman, popularmente conhecido como “El Chapo” – considerado um dos traficantes mais poderosos do mundo.

Conhecido pelos apelidos de “Chiquito”, “Cabeludo” ou “Pelado”, Corradi é apontado como um dos responsáveis por introduzir pílulas de oxicodona nos Estados Unidos – analgésico derivado do ópio. A droga era enviada pelo correio, em um esquema que culminou no pedido de extradição dele pelas autoridades norte-americanas.

De acordo com a polícia de Foz do Iguaçu, a prisão de Corradi havia sido decretada na Argentina. O homem é suspeito de ser o mentor de um triplo homicídio de empresários farmacêuticos naquele país, além de ser considerado um dos principais fornecedores de efedrina, composto químico utilizado para produzir drogas sintéticas. Já no Paraguai, ele é suspeito de adulteração de documentos, uso de identidades falsas e corrupção.

“O suspeito estava desde 2012 no Paraguai, onde transitava livremente, conseguindo se esconder utilizando uma identificação falsa. No momento da captura, constatamos que o suspeito não possuía impressões digitais. Ele fez um procedimento cirúrgico para não ser identificado”, conta o delegado-titular da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu, Alexandre Macorin.

A Polícia Civil de Foz do Iguaçu teve o apoio da Polícia Federal na transferência do suspeito. O argentino foi encaminhado ainda no domingo para a cidade de Assunção, onde permanece preso à disposição da Justiça do Paragua

BOPE realiza curso de capacitação para trabalho com cães farejadores

Arli Fernandes


A Companhia de Operações com Cães (COC) do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) desenvolveu nos últimos quatro dias um curso de capacitação de cães detectores. O evento, feito em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), visa capacitar os policiais militares da unidade, bem como aqueles que trabalham com cães de faro, por meio de conhecimentos teóricos aplicados juntamente com a prática. As aulas iniciaram na terça-feira (21/06) e terminaram nesta sexta-feira (24/06), contando com a participação de policiais militares do BOPE, de Minas Gerais, da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC), do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina e de profissionais da Argentina.

“Este seminário é voltado para a área de criminalística através de uma parceria da Polícia Militar, por meio do BOPE, com a UFPR. É a primeira vez que uma atividade voltada para este tema ocorre no Brasil, um trabalho pioneiro. A nossa ideia é preparar o animal para que ele possa identificar um odor, coletado em uma cena de crime, e indicar a pessoa responsável por ele. O cão é mais uma ferramenta de emprego no combate à criminalidade. Os policiais, após a capacitação, poderão operar com o cachorro em situações em que a prova produzida pelo animal pode ser usada na condenação de um criminoso”, explica o Comandante da COC, capitão Paulo Renato Aparecido Siloto. 

De acordo com argentino Mário Rosillo, que é perito judicial, médico veterinário e integrante do Ministério de Segurança da Argentina, no seminário foi trabalhada a capacitação de cães de faro nas cenas de crime e também para a localização de drogas. Para o especialista, o método desenvolvido por ele melhora as performances dos cães baseando-se em um sólido fundamento científico. “A técnica de colonização permite que o cão tenha maior capacidade de detecção de drogas, explosivos e em outro aspecto que é a detecção humana”, conta.

A pesquisadora e perita judicial Jackeline Rachel, que também ministrou na capacitação, explica que a técnica usada por Mário chama-se Odorologia Forense ou Colonização que comprovou a capacidade olfativa do cão. “Na Colonização você consegue trazer para o cão as evidências das cenas de crime através das células do suspeito, aumentando a capacidade do animal independente de quanto tempo esse crime tenha acontecido. No Brasil esse trabalho é inédito, mas comprovado cientificamente”, ressalta.

Segundo o capitão Siloto, todos os alunos que participam da capacitação trabalham diretamente com cães de faro e nas aulas são analisadas situações para potencializar o treinamento do animal usado na busca de pessoas, na detecção de narcóticos ou de explosivos. “Pudemos aprender e aprimorar algumas técnicas que serão usadas nessas atividades”, destaca.

Para o cabo Jaime Domingos de Paula, que há 17 anos integra a Companhia de Operações com Cães do BOPE, o curso trouxe informações para as diferentes áreas de atuação com os cães de faro. “Tivemos contato com este método que somará no nosso trabalho e adquirimos conhecimentos novos que, bem direcionados, ajudarão a melhorar os resultados positivos que já temos”, afirma.

“Já desenvolvemos um trabalho de busca e salvamento de pessoas com cães no nosso estado e o objetivo é sempre buscar uma especialização, com novos contatos e metodologias. Essa técnica demonstrada pelo doutor Mario, que é a colonização, acelera o processo do cão em identificar os odores, o que vai melhorar o trabalho do animal. Queremos focar este aprendizado para a busca de cadáveres”, contou o tenente João Emiliano de Moura Silva Miranda, do Corpo de Bombeiros de Santa catarina, que está acompanhado de outros três militares estaduais da sua corporação.

Muitos dos alunos vieram de outros estados e não são militares, mas trabalham na área de pesquisa e desenvolvimento de projetos voltados para o faro do cão. “Essa é uma área muito nova no Brasil. Já tive a oportunidade de fazer um curso com o doutor Mário na Argentina e vim aqui também para prestigiá-lo. Esta metodologia que ele desenvolveu não tinha aqui e acredito que vai facilitar muito o trabalho de faro que não se resume apenas no faro de drogas e explosivo”, conta Andres Coelho, de Minas Gerais, que é médico veterinário e trabalha com treinamento de cães


Paraná discute estratégias de prevenção ao uso de drogas

Arli Fernandes


Até a próxima sexta-feira (1º), palestras e atividades educacionais estão programadas para discutir o combate ao uso de álcool e outras drogas, no Paraná. A iniciativa da chamada Semana Previda é do Conselho Estadual de Políticas Públicas Sobre Drogas (Conesd). 

“A prevenção é a política mais eficaz que vai fazer com que minimize a situação policial, para não haja necessidade da atuação repressiva. Além de trabalhar na repressão, é muito importante a prevenção, e isso através de um debate multidisciplinar, com foco na cidadania”, disse o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, durante a abertura oficial da semana de prevenção, nesta segunda-feira (27), no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Entre as palestras que integram a programação da semana serão abordados temas como serviço integrado de saúde mental; redução de danos: enfrentamento ao HIV e DSTs; legislação sobre drogas; depressão; prevenção ao uso de álcool e outras drogas.

“A falta de amor – por si mesmo e pelo próximo – e a falta de oportunidades levam a esse crescimento no uso das drogas. Para reverter esse quadro, somente com a união de forças na sociedade e de setores governamentais, em um trabalho conjunto”, acredita Rosane Ferrante Neumann, a presidente do Conesd e também do Departamento de Políticas Públicas sobre Drogas da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária.

“No plano de trabalho do governador Beto Richa temos a implantação de Centros de Integração Social (CIS), para os quais estamos percorrendo o Estado. Temos já 14 municípios-sede, nos quais tentamos agregar todos os serviços e iniciativas daquela determinada região”, explica ela.

O CIS é uma parceria entre municípios para articular e fortalecer ações interssetoriais com foco na prevenção ao uso de drogas e na reinserção social de dependentes químicos. A primeira atividade é mapear os equipamentos da área de políticas sobre drogas e instigar a criação de conselhos locais.

EVENTO - Previda é um evento anual, instituído pela ONU em 1987, que consagrou o dia 26 de junho como dia internacional contra o abuso e tráfico de drogas.

Nesta semana, várias entidades governamentais e não governamentais, que formam o Conesd, trazem à população informações essenciais sobre drogas lícitas e ilícitas, a real necessidade do uso, os problemas que podem decorrer, o acesso ao tratamento, as leis que protegem o usuário e sua família, discutindo também sobre drogas no trabalho, no jornalismo e de que forma a imprensa encara o tema; drogas associadas a outros transtornos, além das questões de gênero, redução de danos, o que as drogas fazem no cérebro, internações em caso de abuso de drogas e limites à intervenção judicial, tráfico internacional de entorpecentes, entre outros temas.

O Conesd também tem representantes das secretarias estaduais da Justiça, Educação, Saúde, Trabalho e Desenvolvimento Social (entre outras), além de Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Comercial do Paraná, Tribunal de Justiça, Federação das Indústrias do Estado do Paraná e outras instituições representativas.

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